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Tudo sobre a VITAMINA A

Estudos mais recentes vêm mostrando que a vitamina A age como antioxidante (combate os radicais livres que aceleram o envelhecimento e estão associados a algumas doenças). Porém, recomenda-se cautela no uso de vitamina A, mediante o uso de megadoses por exemplo, uma vez que, em excesso, ela também é prejudicial ao organismo.

Nome científico = Retinol ou Axeroftol

Consequências da deficiência

A avitaminose que está relacionada com a carência de vitamina A é a xeroftalmia. Um dos epitélios severamente afectado é o do revestimento ocular, levando à xeroftalmia. A xeroftalmia é o nome genérico dado aos diversos sinais e sintomas oculares da hipovitaminose A. A forma clínica mais precoce da xeroftalmia é a cegueira noturna onde a criança não consegue boa adaptação visual em ambientes pouco iluminados; manifestações mais acentuadas da xeroftalmia são a mancha de Bitot, normalmente localizada na parte exposta da conjuntiva, e a xerose; nos estágios mais avançados a córnea também está afetada constituindo a xerose corneal, caracterizada pela perda do brilho assumindo aspecto granular, e ulceração da córnea; a ulceração progressiva pode levar à necrose e destruição do globo ocular provocando a cegueira irreversível, o que é chamado de ceratomalácia.

Outras complicações ligadas a deficiência de vitamina A incluem visão deficiente à noite (hemeralopia), sensibilidade a luz (fotofobia), redução do olfato e do paladar, ressecamento e infecção na pele e nas mucosas (xerodermia), stress, espessamento da córnea, lesões na pele e câncer nos olhos. A xeroftalmia é diferente de hemeralopia, esta sendo a chamada 'cegueira noturna' e aquela, secura nos olhos que promove o aumento do atrito entre as pálpebras e o olho, ocasionando ulcerações no epitélio ocular.

A deficiência de vitamina A também ocasiona hiperplasias (multiplicação descontrolada das células) e metaplasias (perda da forma celular), além do aparecimento de doenças oportunistas.

Infecções frequentes podem indicar carência, pois a falta de vitamina A reduz a capacidade do organismo de se defender das doenças.

Causas da deficiência

* Falta de amamentação ou desmame precoce: o leite materno é rico em vitamina A e é o alimento ideal para crianças até dois anos de idade.
* Consumo insuficiente de alimentos ricos em vitamina A.
* Consumo insuficiente de alimentos que contêm gordura: o organismo humano necessita de uma quantidade de gordura proveniente dos alimentos para manter diversas funções essenciais ao seu bom funcionamento. Uma delas é permitir a absorção de algumas vitaminas lipossolúveis (vitaminas A, D, E e K).
* Infecções frequentes: as infecções que acometem as crianças levam a uma diminuição do apetite: a criança passa a ingerir menos alimentos podendo surgir uma deficiência de Vitamina A. Além disso, a infecção faz com que as necessidades orgânicas de vitamina A sejam mais altas, levando a redução dos estoques no organismo e desencadeando ou agravando o estado nutricional.

Consumo exagerado

Pela ingestão exagerada podem surgir manifestações como pele seca, áspera e descamativa, fissuras nos lábios, ceratose folicular, dores ósseas e articulares, dores de cabeça, tonturas e náuseas, queda de cabelos, cãimbras, lesões hepáticas e paradas do crescimento. Podem surgir também falta de apetite, edema, cansaço, irritabilidade e sangramentos. Aumento do baço e fígado, alterações de provas de função hepática, redução dos níveis de colesterol e HDL colesterol também podem ocorrer. Já foram observados casos de envenenamentos fatais pela ingestão de fígado de urso polar. Grande cuidado deve ser dado a produtos que contenham o ácido retinóico usado no tratamento da acne.

Os precursores da vitamina A têm uma influência significativa sobre a quantidade de vitamina A que deve ser ingerida. Existem compostos relacionados com as vitaminas que podem ser convertidos dentro do organismo na vitamina ativa (próvitaminas). Alguns carotenóides são pró-vitamínicos A, sendo o mais importante o beta-caroteno, seguido do alfa-caroteno). Como o excesso de vitamina A é armazenado no organismo chegando a provocar níveis tóxicos, pode-se recorrer aos carotenóides que podem ser consumidos em doses consideravelmente elevadas sem um acúmulo prejudicial ao organismo.

Consumo de beta-caroteno de cerca de 30mg/dia aumenta a probabilidade cancêr de pulmão e de prostáta. Fumantes e pessoas que sofreram exposição a amianto não devem consumir suplementos de beta-caroteno.

Alimentos ricos em Vitamina A

São alimentos ricos em vitamina A alimentos de origem animal:

* Fígado
* Manteiga
* Leite
* Gema de ovos
* Sardinha
* Queijos gordurosos
* Óleo de fígado de peixe

Existem diversos vegetais que possuem carotenóides (beta-carotenos) que são convertidos em vitamina A pelo organismo. São, além dos vegetais folhosos verde-escuros e vegetais amarelo-alaranjados, frutas e legumes com essas colorações:

* Cenoura
* Folha de Brócolis
* Batata-doce
* Couve
* Espinafre
* Abóbora
* Tomate
* Manga

Os beta-carotenos (pró-vitamina A) são liposolúveis, portanto a absorção de vitamina A é melhorada se estes alimentos forem ingeridos juntamente com gorduras (como óleos vegetais). O cozimento por alguns minutos, até que as paredes das células se rompam e liberem cor também aumentam a absorção.